Thaisa Hoffmann não nega na CPMI ser parente de Gleisi

Indagada por Marcel van Hattem, suspeita exerceu "direito de ficar calada"

Convocada para depor na CPMI que investiga o roubo aos aposentados, Thaisa Hoffmann não negou e nem confirmou seu suposto parentesco com a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). Após ser indagada pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) se conhecia ou tinha relação de parentesco com a petista, Thaisa disse que exerceria o “direito de ficar calada”.

A atitude da depoente fez a oposição retomar a suspeita de que haveria esse parentenco.

Thaisa Hoffmann controla ao menos de três empresas acusadas de receberem propinas do esquema que subtraiu bilhões de reais de aposentados e pensionistas. Também o marido dela, Virgílio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS, está convocado para depor ainda hoje.

Ambos são apontados nas investigações da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e da própria CPMI como alguns dos principais integrantes do esquema criminoso, mas, como tem sido recorrente, também conseguiram ser blindados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que lhes concedeu o direito de não responder às perguntas. Podem até mentir, sem o risco de serem presos.

Virgílio foi afastado do cargo por decisão da Justiça quando o escândalo estourou, em abril deste ano, e considerado um dos principais acessos do esquema para fazer descontos associativos nas aposentadorias sem que os inativos soubessem.

Ministra nega qualquer parentesco

Em nota enviada ao Diário do Poder, a assessoria de Gleisi Hoffmann nega qualquer parentesco da ministra com Thaisa Hoffmann. Veja abaixo:

“A ministra Gleisi Hoffmann não tem parentesco, não conhece nem tem relacionamento de qualquer natureza com a depoente.”

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