Presidente da CPI do MST ironiza deputada e oferece sanduíche e remédios

Sessão da CPI do MST entra em clima bem acalorado depois de bate boca.

Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o deputado federal Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) entrou em um bate boca com a deputada Sâmia Bomfim na sessão dessa quinta-feira (3).

Na sessão, o relator da CPI, o deputado federal Ricardo Salles (PL-SP) questionou José Rainha (líder da frente nacional de luta do MST) sobre sua relação com parlamentares de esquerda e com a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O líder sem-terra confirmou ter pedido votos para a deputada Sâmia.

Salles então pediu um vídeo onde aparece José Rainha agradecendo os votos dado aos parlamentares de esquerda nas eleições de 2022, entre eles e a deputada.

Ricardo Salles (PL-SP) é o relator da CPI do MST.

Zucco afirmou que a deputada Sâmia Bomfim deveria ficar mais calma e sugeriu: “A senhora pode também, ficar mais calma. A senhora está nervosa deputada? Quer um remédio ou quer um hambúrguer?”.

Momentos depois, a deputada federal Talíria Petrone pediu a palavra e repreendeu o presidente da CPI. Zucco rebateu e disse que também foi atacado pela parlamentar, na qual chegou a citar o irmão que está em tratamento contra câncer.

Houve uma breve confusão, mas a sessão seguiu e o relator continuou ouvindo José Rainha. A sessão foi encerrada por volta das 14:41.

O deputado enviou nota para o Diário do Poder sobre o ocorrido.

Desde o início dos trabalhos desta CPI tenho sido alvo de ataques e ofensas de baixo nível por parte da base governista.

“Uma parlamentar em especial tem se notabilizado nessa estratégia: Sâmia Bomfim. Suas colegas de partido Talíria Petrone e Fernanda Melchiona também desempenham papel de destaque neste esforço de interromper os trabalhos, de fazer provocações baixas e desrespeitosas com seus colegas para, no final, posarem de vítimas das apenas pelo fato de serem mulheres.

Foram várias as oportunidades em que estas parlamentares fizeram ataques pessoais a mim, enquanto presidente, ao relator e aos membros do colegiado. E, frequentemente, fazem isso com os microfones desligados, mas alto o suficiente para ser testemunhado por todos os presentes e, em especial, pelo alvo de suas provocações. Mas para tudo há um limite. Usar a condição de saúde do meu irmão para me atingir é uma provocação baixa e sem escrúpulos. Reagi por impulso. Logo em seguida, me retratei e pedi a retirada da expressão das notas taquigráficas por entender que o respeito deve imperar em qualquer relação. Mas este mesmo respeito deve ser recíproco e universal”.

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