Sóstenes reage à investigação da PF e denuncia perseguição política

Líder do PL afirma ser inocente, contesta as suspeitas e diz que inquérito teve motivação política; investigação segue em andamento no STF

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta quinta-feira (2) que é alvo de uma “clara perseguição” após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo seu nome.

Segundo o parlamentar, o inquérito teve início há cerca de um ano e meio, período que coincide, segundo ele, com o anúncio de que assumiria a liderança da bancada do partido na Câmara dos Deputados.

Durante conversa com jornalistas, Sóstenes declarou que jamais cometeu qualquer crime e classificou as acusações como uma “grande injustiça”.

O deputado sustentou que a investigação possui motivação política e afirmou que sua posição de destaque à frente da maior bancada da Câmara teria motivado a abertura do procedimento.

A nova etapa das apurações ocorre após a deflagração da Operação Galho Fraco 2, considerada um desdobramento da Operação Rent a Car.

Nesta fase, mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra pessoas ligadas ao parlamentar, entre elas um advogado e indivíduos apontados pela investigação como responsáveis por movimentações financeiras relacionadas ao dinheiro apreendido em operação anterior.

As investigações apuram suspeitas de um esquema envolvendo recursos provenientes de cotas parlamentares destinadas à locação de veículos, além de possíveis crimes como lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Conforme informações divulgadas pela Polícia Federal, há indícios da atuação conjunta entre agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para conferir aparência de legalidade à movimentação dos valores investigados.

Em dezembro de 2025, durante uma fase anterior da operação, agentes federais apreenderam aproximadamente R$460 mil em espécie em um imóvel ligado ao deputado.

Na ocasião, Sóstenes afirmou que o dinheiro era resultado da venda de um imóvel e informou que apresentaria documentos para comprovar a origem dos recursos.

Ele também declarou que o comprador optou por realizar o pagamento em dinheiro.

Sobre as suspeitas envolvendo contratos de locação de veículos, o líder do PL voltou a negar qualquer irregularidade.

Segundo ele, utiliza apenas um automóvel alugado para o exercício de sua atividade parlamentar e argumentou que o veículo é efetivamente empregado em seu mandato, rejeitando a hipótese de que o contrato tenha sido utilizado para ocultar recursos.

Até o momento, não há condenação judicial contra o parlamentar.

A investigação permanece em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, enquanto a Polícia Federal prossegue com a análise dos documentos, das movimentações financeiras e do material apreendido nas diligências mais recentes.

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