Sem apoio, Lula convoca servidores para ato do 8 de janeiro
O petista teve de recorrer aos servidores de forma informal, com o temor de não conseguir lotar o evento

Com Brasília esvaziada por conta do recesso parlamentar e do Judiciário, o presidente Lula (PT) recorreu a servidores de ministérios e os convocou a comparecerem ao evento desta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, em alusão ao episódio de 8 de janeiro de 2023.
O petista teve de recorrer aos servidores de forma informal, com o temor de não conseguir lotar o evento, que marca os três anos dos ataques na Praça dos Três Poderes, segundo informações do Metrópoles.
A pedido de Lual (PT), três ministros chegam a deixar o recesso de forma antecipada para poder comparecer em Brasília.
O atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), convocou grupos de causas sociais a participarem.
Como mostrou o Diário do Poder, os chefes do Congresso Nacional, Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), do Senado, não irão participar do evento.
O ato tem sido marcado pela falta dos representantes nos últimos anos e pelo esvaziamento de líderes importantes de Brasília.
Como justificativa, Davi Alcolumbre está no Amapá, base eleitoral do chefe do Senado, aproveitando o recesso parlamentar e cumprindo agenda. Hugo Motta alegou compromissos pessoais e justificou a ausência.
O ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, foi convidado para o ato solene, mas não confirmou sua presença.
Lula considera usar o ato para vetar o PL da dosimetria, aprovado na Câmara e no Senado, para reduzir as penas de condenados pelos atos. Contudo, ele foi aconselhado a deixar a decisão para outro momento, a fim de evitar o início de um novo embate entre os poderes.
Com a decisão, Lula (PT) deve vetar o PL assim que os trabalhos voltarem em Brasília, em fevereiro.