PT recorre a rejeitados da direita na eleição de outubro no Mato Grosso do Sul
Pré-candidatos ao governo e Senado são "refugos" do campo conservador

A passagem de Lula (PT) por Campo Grande, domingo (23), serviu para carimbar articulações de pré-candidaturas ligadas ao PT e a partidos aliados em Mato Grosso do Sul, como a do ex-deputado federal Fábio Trad, integrante de uma família com políticos que pulam de galho em galho. Fabio Trad já não tem espaço na direita, após passar por siglas como PTB, MDB e PSD. Trad inclusive perdeu a reeleição para deputado em 2022 após rompimento com o eleitorado de direita.
Para o Senado, a senadora Soraya Thronicke promete pular do Podemos para o PSB e compor com o deputado Vander Loubet a chapa na disputa pelas duas vagas. A dupla até aqui aparece nas últimas posições entre os pré-candidatos mais competitivos.
A escolha desses nomes expõe a fragilidade da esquerda no Estado, como registrou o site MSemBrasília, e não uma estratégia eleitoral consistente. Sem quadros competitivos no Mato Grosso do Sul, o PT recorre a figuras desgastadas, rejeitadas nas urnas e com dificuldade de conexão com o eleitor.
Trad acumula duas derrotas consecutivas ao tentar se reeleger para a Câmara, enquanto Soraya carrega um desgaste ainda mais evidente. Eleita em 2018 como “senadora do Bolsonaro”, rompeu com o então presidente Jair Bolsonaro ainda no início do mandato e não conseguiu recompor a base que a levou ao Senado.