PT banca R$411 mil em ataques contra Flávio Bolsonaro em uma semana
Ofensiva digital nas redes intensifica ataques ao senador e expõe estratégia agressiva no pré-cenário eleitoral

O Partido dos Trabalhadores (PT) destinou mais de R$411 mil em apenas sete dias para impulsionar conteúdos nas redes sociais com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Os dados constam em relatório da biblioteca de anúncios da Meta, plataforma que reúne informações sobre publicidade política digital.
O volume de recursos coloca o partido entre os maiores anunciantes políticos no período, atrás apenas do próprio governo federal, que teria investido cerca de R$1,4 milhão em impulsionamentos no mesmo intervalo.
A ofensiva ocorre em um momento de acirramento do cenário eleitoral.
O senador aparece em posição competitiva na disputa presidencial, com números que o colocam à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em determinados levantamentos recentes.
Parte das peças patrocinadas pelo PT traz ataques diretos ao parlamentar, com conteúdos que associam sua imagem a temas econômicos e políticos, além de críticas relacionadas a posicionamentos e propostas defendidas pelo Partido Liberal (PL).
Entre os materiais divulgados, há publicações que classificam o senador com termos negativos e fazem menções a pautas como combustíveis, sistema financeiro e políticas trabalhistas.
O impulsionamento de conteúdos políticos ocorre sob regras da Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece restrições ao uso de publicidade paga para veicular propaganda considerada negativa, inclusive durante o período de pré-campanha, o que pode levar a questionamentos jurídicos dependendo da interpretação sobre o teor das mensagens.
No pano de fundo, pesquisas recentes indicam um cenário competitivo.
Levantamento do instituto Veritá aponta Flávio Bolsonaro com 35,9% das intenções de voto em um possível primeiro turno, enquanto Lula aparece com 33,2%, dentro da margem de erro.
O avanço dos investimentos em propaganda digital evidencia a centralidade das redes sociais na disputa política atual, com partidos ampliando o uso de anúncios pagos para influenciar o debate público e consolidar narrativas junto ao eleitorado.