PF prende delegado e policiais civis por extorquir traficantes do CV

Nova fase da Operação Anomalia desarticula um núcleo criminoso infiltrado na Polícia Civil RJ

Cerca de 40 agentes da Polícia Federal voltaram às ruas do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (10), para prender um delegado e dois policiais civis por suspeitas de utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.

Os presos investigados por corrupção e lavagem de dinheiro nesta nova fase da Operação Anomalia foram o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves e os policiais civis Leandro Moutinho de Deus e Franklin Jose de Oliveira Alves. Além disso, a PF também prendeu Gabriel Dias de Oliveira, identificado como o traficante “Índio do Lixão”.

A PF detalha que a operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) também cumpriu três mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso integrado pelos membros da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e por operadores financeiros.

“Além de prisões e de buscas, a Suprema Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvos”, disse a PF.

Ontem, em outra fase da Anomalia, a PF cortou na própria carne, ao prender o delegado federal Fabrizio Romano, pelas suspeitas de favorecer um traficante internacional, por meio da negociação de propina e venda de influência.

O cerco faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, que cumpre o Acórdão da ADPF 635, com objetivo de garantir a atuação uniforme e coordenada da PF na produção de inteligência e de repressão aos principais grupos criminosos violentos no Rio de Janeiro. O foco especial é a desarticulação de conexões das organizações criminosas com agentes públicos e políticos.

Diário do Poder não conseguiu fazer contato com a defesa do delegado e dos demais presos. E mantém aberto o espaço para a publicação de seus posicionamentos.

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