PF deflagra nova etapa de operação contra vazamento de dados sigilosos de ministros do STF

Segunda fase da operação mira esquema de obtenção ilegal de declarações fiscais de integrantes da Corte e seus parentes

Nesta quarta-feira (1º), a Polícia Federal deu continuidade à Operação Exfil, que tem como objetivo desarticular uma estrutura voltada ao vazamento de informações fiscais privadas de magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus respectivos familiares. A ação, que conta com o aval da própria Corte, executou uma ordem de prisão preventiva e outros seis mandados de busca e apreensão, distribuídos entre endereços situados em São Paulo e no Rio de Janeiro.

De acordo com as autoridades policiais, o foco do inquérito é desvelar um mecanismo de extração irregular de declarações de Imposto de Renda resguardadas por lei. Suspeita-se que o grupo realizava acessos clandestinos e sem permissão aos bancos de dados da Receita Federal para capturar os documentos das autoridades.

O desdobramento atual sucede a etapa inicial da operação, ocorrida no último dia 17 de fevereiro. Aquela fase foi impulsionada no contexto das apurações do inquérito das fake news, sob a supervisão direta do ministro Alexandre de Moraes, e resultou no cumprimento de quatro mandados de busca nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, tendo como alvos servidores do órgão fazendário nacional.

A investigação principal, na qual a Exfil está inserida, foi aberta em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, então presidente do STF. Na ocasião, a abertura do procedimento ocorreu de ofício, sem requerimento prévio por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da própria Polícia Federal. Toffoli indicou o ministro Alexandre de Moraes para atuar como o magistrado relator de todo o caso desde então.

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