MPF arquiva denúncia anônima contra Bolsonaro por falta de provas

Órgão conclui que acusações eram genéricas e sem indícios mínimos

O Ministério Público Federal (MPF) arquivou uma investigação preliminar aberta em 2025 contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após concluir que uma denúncia anônima apresentada ao órgão não continha elementos mínimos que justificassem o prosseguimento das apurações.

A manifestação atribuía a Bolsonaro e a integrantes de sua família crimes como genocídio durante a pandemia de covid-19, envolvimento com milícias, tráfico de drogas, corrupção, uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), “rachadinhas”, envenenamento de autoridades, perseguição política e atentados à ordem democrática.

No despacho, o MPF afirmou que as alegações eram “inespecíficas” e desacompanhadas de documentação ou indícios verificáveis que permitissem a instauração de persecução penal. Segundo o órgão, comunicações anônimas podem motivar apuração preliminar, mas exigem suporte mínimo de prova para avançar.

Bolsonaro já foi alvo de outras apurações relacionadas à condução da pandemia. Em 2021, a CPI da Covid recomendou o indiciamento do então presidente por crimes como epidemia com resultado morte e infração de medida sanitária preventiva. O relatório foi enviado à Procuradoria-Geral da República, que posteriormente optou por não apresentar denúncia com base naquele material.

O ex-presidente também responde a inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles os que apuram suposta tentativa de subversão da ordem democrática após as eleições de 2022. Esses procedimentos não têm relação com o caso agora arquivado pelo MPF.

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