Moro reage a corte no seguro rural e faz alerta sobre impacto no campo
Senador afirma que redução de recursos fragiliza os produtores e cobra prioridade para a proteção do agronegócio

O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou nesta terça-feira (30) a redução dos recursos destinados ao seguro rural e afirmou que a medida enfraquece a proteção dos produtores brasileiros diante dos riscos climáticos.
O pronunciamento foi feito no plenário do Senado, durante debate sobre a situação do agronegócio e os desafios enfrentados pelo setor.
Segundo Moro, o corte de verbas ocorre em um momento de maior preocupação com os impactos do fenômeno El Niño sobre a produção agrícola.
Na avaliação do parlamentar, a diminuição dos recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural reduz a capacidade dos produtores de enfrentar perdas provocadas por eventos climáticos extremos.
Durante o discurso, o senador reconheceu que o Plano Safra 2026/2027 representa um avanço, mas afirmou que as medidas anunciadas não são suficientes para reverter as dificuldades enfrentadas pelos agricultores.
Moro declarou que o governo federal tem demonstrado descaso com o setor agropecuário e sustentou que os produtores continuam em uma situação de grande dificuldade financeira.
O parlamentar também destacou a relevância do agronegócio para a economia do Paraná, afirmando que a atividade é uma das principais responsáveis pela geração de emprego, renda e riqueza no estado.
Para ele, a manutenção de instrumentos como o seguro rural é fundamental para garantir estabilidade aos produtores diante das oscilações do clima.
Além das críticas ao corte de recursos, Moro defendeu o avanço do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
Segundo o senador, a parceria pode ampliar oportunidades para o agronegócio brasileiro, mas exige uma atuação mais firme do governo na defesa dos interesses dos produtores nacionais diante das restrições impostas aos produtos brasileiros no mercado internacional.
O seguro rural é considerado uma das principais ferramentas de proteção para a atividade agropecuária, pois subsidia parte do custo das apólices contratadas pelos produtores e reduz os impactos financeiros causados por secas, enchentes, geadas e outros eventos climáticos.
Neste ano, o programa sofreu um bloqueio significativo de recursos dentro do ajuste fiscal promovido pelo governo federal.