Liquidações envolvidas no caso Master já somam rombo de quase R$ 52 bilhões ao FGC

Após liquidação de Banco Pleno, sobe para oito o número de instituições liquidadas pelo BC ligadas ao Banco Master

Nesta quarta-feira (18), o Banco Central do Brasil formalizou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). O controle das instituições pertencia a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. Com este novo desdobramento, o número de entidades financeiras conectadas ao caso Master que sofreram intervenção da autoridade monetária subiu para oito.

O movimento gera um impacto direto nas reservas do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O montante estimado para ressarcir investidores após a sequência de quebras, iniciada no final de 2025, agora atinge o patamar de R$ 51,8 bilhões.

O histórico de instabilidade do grupo teve seu ápice em novembro de 2025, quando o Banco Central determinou o encerramento das atividades do Banco Master e de outras três empresas do conglomerado. Posteriormente, em janeiro de 2026, a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (anteriormente denominada Reag Trust) também foi liquidada.

No mesmo período, o Banco Master Múltiplo foi colocado sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET). Diferente da liquidação, este formato permite que a instituição siga operando, porém sob a gestão de um interventor designado pelo regulador até que a situação operacional seja estabilizada.

Ainda no primeiro mês de 2026, o Banco Central decretou a liquidação do Will Bank. De acordo com o comunicado oficial da época, a medida foi motivada pelo “descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo”. Naquela ocasião, o BC destacou o “vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master, já sob liquidação extrajudicial”.

A inclusão do Banco Pleno no rol de liquidações fecha o ciclo atual. Embora a instituição não integrasse a estrutura direta do Banco Master no momento do decreto, a conexão reside no quadro societário: o Pleno havia sido adquirido em 2025 por Augusto Lima, antigo sócio de Daniel Vorcaro.

Em termos de desembolso para o FGC, o Banco Master representa a maior fatia do prejuízo, totalizando R$ 40,6 bilhões. Somam-se a este valor R$ 6,3 bilhões referentes ao Will Bank e R$ 4,9 bilhões relativos ao Banco Pleno.

Instituições em regime de liquidação:

  • Banco Master S/A;

  • Banco Master de Investimento S/A;

  • Banco Letsbank S/A;

  • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários;

  • CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (ex-Reag Trust);

  • Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento;

  • Banco Pleno S.A;

  • Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A.

Sair da versão mobile