Governo injeta R$8 bilhões para salvar companhias e reestruturar setor aéreo
Via crédito do BNDES e repasses ao FNAC, o plano busca dar fôlego financeiro às empresas e destravar a infraestrutura sem subsídios diretos do Tesouro

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai criar uma regulamentação específica para orientar o ressarcimento de investidores institucionais que sofreram perdas decorrentes da liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central.
A medida visa estabelecer critérios para a devolução de valores que ultrapassam o teto de R$250 mil garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), alcançando diretamente grandes investidores que mantinham aportes na instituição financeira.
De acordo com a presidência da Corte de Contas, o papel do TCU neste cenário é fiscalizar e regular os desdobramentos econômicos das decisões da autoridade monetária, garantindo a lisura no processo.
Enquanto o Banco Central atua na manutenção da rigidez e da estabilidade do sistema financeiro nacional, o tribunal busca assegurar os mecanismos técnicos adequados para mitigar os prejuízos ao patrimônio de terceiros.
A falência e consequente liquidação da instituição financeira afetaram de maneira significativa o mercado institucional.
Entre os principais atingidos que aguardam na fila para reaver os recursos bloqueados estão diversos fundos de previdência e entes públicos e privados.
O processo técnico para a liberação dos repasses dependerá diretamente do cumprimento das etapas judiciais em andamento e da validação final das diretrizes normativas pela Corte de Contas.
Paralelamente às tratativas sobre o setor financeiro, a presidência do tribunal confirmou a implementação de mecanismos focados no aumento da transparência sobre o destino de recursos federais.
Está previsto para julho o lançamento do “painel das emendas”, uma plataforma digital voltada ao rastreamento integral das verbas destinadas por parlamentares às suas bases regionais.
A ferramenta visa expor à população o fluxo completo do dinheiro público, apontando eventuais inconformidades, ausências de comprovação fiscal ou paralisações de obras em tempo real.