Governo afirma que conversa entre Lula e Trump foi ‘amistosa’

Ambos os mandatários afirmaram que devem se encontrar em breve

Após conversa oficial entre o presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump (Republicano) nesta segunda-feira (6), o Palácio do Planalto publicou uma nota oficial afirmando que o encontro foi conduzido em “tom amistoso”.

Segundo comunicado, os líderes conversaram por 30 minutos, através de videoconferência.

“Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, diz o governo em nota oficial.

O encontro virtual foi em decorrência das tratativas do governo federal em negociar as tarifas de 40% sobre produtos brasileiros, demandados pelo republicano em julho deste ano. Em destaque, Trump designou que o secretário de Estado americano Marco Rubio negocie diretamente o tarifaço com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).

“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ambos os líderes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. O presidente Lula aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA); e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos”, prosseguiu.

No último dia 23 de setembro, Donald Trump declarou em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas que existia a possibilidade de que marcaria um encontro com o petista para tratar do assunto.

A reunião contou com a presença dos ministros Geraldo Alckmin (Desenvolvimento Industrial), Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Secom), Celso Amorim (Assessor Especial) e o chanceler Mauro Vieira (Relações Exteriores).

Lula x Trump

O governo americano abriu um conflito político contra o Brasil neste ano, no qual Trump afirmou que existia um comércio desigual entre os dois países, alegando também perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o seu aliado político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que respondia ao processo de julgamento da suposta “trama golpista”, o que resultou em sanções contra autoridades brasileiras, sendo ela a aplicação da Lei Global Magnitsky, contra o ministro Alexandre de Moraes.

Veja na íntegra a nota do governo federal sobre o encontro entre Lula (PT) e Donald Trump (Republicano):

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na manhã desta segunda-feira, 6 de outubro, telefonema do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos. Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro.

O presidente Lula descreveu o contato como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente. Recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ambos os líderes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. O presidente Lula aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA); e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos.

Os dois presidentes trocaram telefones para estabelecer via direta de comunicação. Do lado brasileiro, a conversa foi acompanhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira, Fernando Haddad, Sidônio Palmeira e o assessor especial Celso Amorim.

 

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