Flávio sai em defesa de Ciro e volta a atacar Moraes por condenação de Bolsonaro
Senador afirma que presidente do PP terá direito à defesa no STF e acusa Alexandre de Moraes de atuação 'parcial' contra o ex-presidente

O senador Flávio Bolsonaro saiu em defesa do senador Ciro Nogueira nesta quinta-feira (13) e voltou a disparar contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Em conversa com a imprensa, Flávio afirmou que Ciro terá um julgamento “justo” sob relatoria do ministro André Mendonça, responsável pelo caso envolvendo a 5° fase da Compliance Zero.
“Ciro é presidente de um partido importante, sofreu acusações graves e já começou a se explicar. Pelo menos ele tem um relator que não vai sacaneá-lo”, declarou.
Na sequência, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro comparou a situação do aliado à condução do processo relacionado aos atos de 8 de janeiro e voltou a acusar Moraes de “perseguição política”. Segundo Flávio, Bolsonaro teria sido condenado injustamente por um relator “parcial”, o que, na visão do senador, provoca desgaste ao Supremo.
As declarações ocorreram após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Flávio classificou o encontro como “amistoso” e afirmou ter deixado o gabinete com “excelente impressão” do magistrado.
“Ele é equilibrado, olha para frente e respeita as instituições”, disse o parlamentar.
Ciro é investigado por suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo investigadores, o senador teria recebido pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil para defender interesses ligados ao banco no Legislativo.
A investigação também aponta supostas vantagens indevidas oferecidas ao parlamentar e familiares, incluindo hospedagens e despesas em restaurantes de luxo custeadas com cartão vinculado ao empresário. A defesa de Ciro nega irregularidades e afirma que o senador “não teve qualquer participação em atividades ilícitas”. Os advogados também criticaram as medidas de busca e apreensão autorizadas no caso e classificaram a investigação como baseada apenas em trocas de mensagens entre terceiros.