Flávio nega relação entre operação em SP e filme sobre Jair Bolsonaro

Investigação apura possíveis irregularidades em contrato do programa WiFi Livre SP; Prefeitura afirma que metas previstas foram cumpridas

A Polícia Civil realizou nesta segunda-feira (1º) uma operação relacionada ao programa WiFi Livre SP, que oferece acesso gratuito à internet em comunidades da capital. A ação investiga possíveis irregularidades na parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela implantação, operação e manutenção dos pontos de conectividade.

A apuração, conduzida pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, busca esclarecer falhas administrativas e financeiras desde a contratação da entidade. Segundo os investigadores, o cronograma original previa a instalação de 5 mil pontos de acesso à internet até junho de 2025, mas apenas 3,2 mil teriam sido implantados.

A Prefeitura de São Paulo contestou a informação e afirmou que o contrato previa justamente a instalação de 3,2 mil pontos, número que teria sido integralmente executado. De acordo com a administração, a meta de 5 mil pontos representava apenas uma previsão de expansão futura do programa e não um serviço efetivamente contratado ou pago.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que os detalhes divulgados sobre a investigação “não condizem com a realidade”. Segundo ele, o município contratou e pagou exclusivamente pelos 3,2 mil pontos de acesso que foram instalados.

Em nota, a Prefeitura informou que já havia encaminhado às autoridades toda a documentação e ressaltou que os contratos, notas fiscais e prestações de contas estão disponíveis para consulta pública. A gestão também negou qualquer desvio de recursos e afirmou que o processo seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade.

Durante o evento Projeto Prisma-RJ, o senador Flávio Bolsonaro (PL) negou qualquer relação da operação com o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação também apura um possível vínculo entre o ICB e a produtora responsável pela obra, já que ambas seriam ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama.

“Não tem nada a ver com o filme”, afirmou o senador.

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