Flávio diz que sua escolha como candidato da direita para 2026 foi um acerto de Bolsonaro

Apesar da disputa pela indicação, o senador reiterou que mantém um vínculo sólido e de amizade com Tarcísio

Durante participação na CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual nesta quarta-feira (11), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como correta a determinação do ex-presidente Jair Bolsonaro em lançá-lo como o nome da direita na corrida presidencial. O parlamentar argumentou que dados de pesquisam recentes validam ele ter sido o escolhido ao invés do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ao avaliar a atual conjuntura política, o filho mais velho do ex-presidente afirmou que sua confiança se baseia na percepção pública e em sua própria maturidade política. “Em função da visão política que ele tem e as pesquisas hoje estão mostrando isso, eu acho que foi uma decisão acertada, porque eu, de verdade, me sinto muito preparado”, declarou Flávio.

Ele acrescentou que, no último bimestre, mesmo os indicadores que costuma questionar apontam uma evolução “rápida, consistente e irreversível” de seu nome.

Apesar da disputa pela indicação, o senador reiterou que mantém um vínculo sólido e de amizade com Tarcísio de Freitas, a quem chamou de “genial” e elogiou pela gestão em São Paulo. Ele negou qualquer “animosidade ou atritos” com o governador, prevendo que o aliado terá participação ativa em sua jornada eleitoral.

Flávio observou ainda que, segundo as sondagens, um postulante de centro-direita alternativo a Tarcísio enfrentaria obstáculos severos para vencer o pleito estadual paulista.

No âmbito pessoal e jurídico, o senador informou que sua primeira ação ao retornar ao país nesta quarta-feira foi visitar o pai na unidade prisional. Flávio aproveitou para tecer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), pontuando uma suposta ausência de “autocontenção” por parte dos ministros. Para o pré-candidato, o cenário que resultou na sentença de 27 anos e três meses de reclusão contra Jair Bolsonaro exigiria a interferência de uma instância distinta de Poder.

Ao encerrar sua exposição, Flávio Bolsonaro reforçou que seus 23 anos de carreira política foram construídos sob a égide da conversa e não da agressividade. Ele pontuou que sua estratégia para as urnas será fundamentada na lógica, buscando o triunfo eleitoral por meio da racionalidade, “usando o cérebro e não o fígado”.

Sair da versão mobile