Flávio anuncia que vai devolver auxílio de Vorcaro e exige auditoria em filme

Senador define que recursos de investidor alvo do BC serão restituídos com a bilheteria da obra e cobra prestação de contas detalhadas em 30 dias

Em pronunciamento à imprensa, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou que o investimento realizado pelo empresário Daniel Vorcaro na produção do filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro será integralmente devolvido. 

A restituição financeira será realizada a partir dos primeiros resultados gerados pela arrecadação do lançamento da obra cinematográfica.

De acordo com o parlamentar, a iniciativa visa assegurar a lisura do projeto cultural e afastar qualquer questionamento político. 

O montante correspondente ao aporte da empresa indicada por Vorcaro será destacado e colocado formalmente à disposição das autoridades brasileiras, garantindo que o destino dos valores siga estritamente os parâmetros legais.

Paralelamente à devolução, Flávio Bolsonaro formalizou um pedido à produtora norte-americana e ao fundo responsável pela administração do projeto para que realizem uma prestação de contas minuciosa e transparente. 

O relatório, que detalhará todas as despesas custeadas com o investimento privado, deverá ser concluído e disponibilizado ao público em um prazo de até 30 dias.

O senador esclareceu que o contato com o empresário teve início no final de 2024 e ocorreu motivado pelas barreiras enfrentadas para a captação de recursos culturais no cenário nacional. 

Segundo o congressista, o receio de investidores em associar seus nomes e empresas a uma produção de homenagem ao ex-presidente motivou a opção de estruturar o longa-metragem no exterior, configurando-se como uma produção de mercado integralmente americana.

As tratativas com Vorcaro ocorreram no período em que o empresário era considerado uma figura de destaque no mercado financeiro nacional, antes de surgirem as suspeitas legais que culminaram em sua posterior prisão e na intervenção do Banco Central na instituição financeira da qual era sócio. 

O parlamentar reiterou que a relação foi estritamente profissional e comercial, de caráter privado e sem o uso de verbas públicas ou de incentivos fiscais como a Lei Rouanet.

A defesa do senador aponta ainda que as recentes investidas da imprensa de esquerda contra o projeto configuram uma retaliação comercial e corporativa. 

Há indícios de conflito de interesses envolvendo profissionais de veículos que divulgaram mensagens antigas do parlamentar, uma vez que familiares de editores dessas reportagens possuem ligações com empresas de telecomunicação que perderam contratos públicos em São Paulo para entidades ligadas aos produtores do documentário.

Para assegurar o esclarecimento definitivo de quaisquer movimentações no mercado financeiro e a blindagem de projetos legítimos, a bancada de oposição no Congresso mantém a defesa ativa pela instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar de forma ampla e rigorosa as operações da instituição financeira gerida por Vorcaro.

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