Flávio afirma ser um ‘Bolsonaro centrado’ em reunião com empresários

Apesar da boa recepção do discurso, empresários presentes levantaram ressalvas sobre as chances de vitória do senador contra Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nome da direita para a disputa presidencial de 2026, sinalizou a um grupo de empresários em São Paulo que pretende adotar uma administração de viés liberal na economia, desvinculada de embates políticos considerados desnecessários. O encontro foi promovido nesta quinta-feira (11) pelo banco de investimentos suíço UBS.

Durante o almoço, o parlamentar se autodenominou “um Bolsonaro centrado”, marcando uma diferença em relação ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pré-candidato apresentou três temas específicos que, segundo ele, seriam evitados caso alcance a Presidência da República: a habitual contestação das urnas eletrônicas, os ataques frequentes à imprensa e as declarações que geram controvérsia no “cercadinho” do Palácio da Alvorada.

Segundo o senador, esse tipo de confronto demandaria grande dispêndio de energia do governo, desviando a atenção de temas essenciais para o país, sobretudo no âmbito econômico.

Acompanhado por Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Flávio Bolsonaro reiterou aos executivos a intenção de replicar a condução econômica da gestão passada, baseada em uma plataforma liberalizante e com foco em privatizações.

Interlocutores que integraram a equipe de Paulo Guedes no Ministério da Economia e têm dialogado com o senador nos últimos meses, enfatizam a necessidade de revisão do arcabouço fiscal e de restaurar a “confiança” nas finanças públicas. Para esses colaboradores, seria factível, em um período de aproximadamente 18 meses após a posse, frear ou estabilizar o endividamento público na relação com o Produto Interno Bruto (PIB).

Embora o discurso de Flávio tenha sido bem recebido, a percepção entre os empresários é de que o senador não representaria o melhor nome da direita para 2026, devido às chances consideradas limitadas de vitória contra o presidente Lula (PT).

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