Ex-procurador do INSS é preso em Curitiba
Virgílio Antônio Ribeiro era alvo da nova operação que investiga a gatunagem aos aposentados

O ex-procurador do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Virgílio Antônio Ribeiro, foi preso após se entregar na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. A esposa dele, Thaisa Hoffmann, também foi presa.
Virgílio foi um dos alvos da nova fase da operação “Sem Desconto”, deflagrada nesta quinta-feira (13), que resultou na prisão do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e no cumprimento de medidas cautelares ao ex-ministro da Previdência, José Carlos Oliveira.
Virgílio ocupou o cargo de procurador até abril de 2025, quando a PF descobriu os descontos indevidos contra aposentados e pensionistas do órgão federal. Virgílio e a esposa já prestaram depoimentos à CPMI do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), junto ao relator Alfredo Gaspar (União-AL).
De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da própria CPMI, Virgílio e Thaisa estão entre os principais articuladores do esquema criminoso que desviava recursos de aposentados por meio de descontos indevidos em benefícios previdenciários, em que teriam recebido cerca de R$ 11,9 milhões.
Parte do montante estaria ligada a repasses feitos por empresas ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como o principal articulador das fraudes. O “Careca” já se encontra preso, em Brasília, na penitenciária da Papuda.
As empresas ligadas ao nome de Thaisa Hoffmann teriam recebido R$ 7,5 milhões do “Careca do INSS”. De acordo com a investigação, um carro de luxo também foi transferido por Antunes para a esposa do ex-procurador.