Zema diz que benefícios não devem atender quem recusa emprego

Pré-candidato do Novo defendeu mudanças em programas assistenciais, privatizações e reformas durante evento da indústria em Brasília

O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) defendeu nesta segunda-feira (22) mudanças nas regras de acesso a programas sociais do governo federal. Durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que benefícios não deveriam ser mantidos para pessoas que recusam oportunidades de emprego formal.

Segundo Zema, trabalhadores que recebem propostas de contratação e optam por não aceitá-las não deveriam continuar recebendo auxílio do governo. A declaração foi feita diante de uma plateia de empresários e recebeu aplausos do público presente.

O presidenciável também criticou o modelo atual de assistência social e afirmou que pretende criar mecanismos para estimular a inserção de beneficiários no mercado formal de trabalho. Entre as propostas citadas está a criação de uma recompensa para pessoas que deixarem programas sociais após conquistarem emprego com carteira assinada.

Além das mudanças nos benefícios assistenciais, Zema voltou a defender uma reforma da Previdência, uma reforma administrativa e a ampliação do programa de privatizações. O pré-candidato afirmou que não pretende preservar empresas estatais por razões ideológicas e defendeu a transferência de ativos públicos para a iniciativa privada.

Na área trabalhista, o político declarou ser favorável à criação de alternativas à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com modalidades de contratação mais flexíveis e remuneração baseada em horas trabalhadas. Segundo ele, empresários têm dificuldades para contratar funcionários devido informalidade e programas de transferência de renda.

Questionado sobre o impacto eleitoral de propostas consideradas impopulares, Zema afirmou não se preocupar com a possibilidade de cumprir apenas um mandato, desde que consiga implementar as reformas que considera necessárias.

Durante o evento da CNI, os pré-candidatos à Presidência receberam um documento com propostas da indústria para o desenvolvimento econômico do país até 2050. Entre as prioridades estão a redução do chamado “Custo Brasil”, o aumento da competitividade da economia e a diminuição dos encargos que compõem a conta de energia elétrica.

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