Senador critica PEC do fim da 6×1 e defende modelo com jornada flexível

Hermes Klann afirma que proposta aprovada na Câmara pode elevar custos para empresas e apresenta alternativa baseada em acordos

O senador Hermes Klann (PL-SC) criticou a Proposta de Emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6×1. Em pronunciamento no plenário do Senado, o parlamentar defendeu uma proposta apresentada pela oposição, chamada PEC do Trabalho Flexível.

Segundo Klann, a diversidade do mercado de trabalho brasileiro exige soluções adaptadas às características de cada setor econômico.

“O nosso mercado de trabalho é diverso. A realidade de um hospital não é a mesma do comércio. Por isso, não faz sentido impor uma única regra para todos os setores da economia. O que funciona para uma atividade pode ser inviável para outra”, afirmou.

A proposta defendida pelo senador prevê a criação de um regime opcional, no qual o trabalhador poderia escolher entre permanecer sob as regras atuais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou aderir a um modelo mais flexível de contratação.

Pelo texto, empregado e empregador poderiam firmar acordos para definir jornadas de trabalho ajustadas às necessidades das partes, com remuneração proporcional às horas trabalhadas. Klann também argumentou que a PEC pode gerar impactos econômicos.

“O Brasil não precisa de medidas que aumentem custos, pressionem a inflação e reduzam a competitividade das nossas empresas. O Brasil precisa de produtividade, investimento, geração de empregos e liberdade econômica”, declarou.

Enquanto parlamentares da oposição demonstram preocupação com os efeitos da proposta sobre o mercado, integrantes do governo avaliam que a economia brasileira teria condições de absorver as mudanças sem impactos significativos.

A PEC que trata do fim da 6×1 aguarda definição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre o encaminhamento da matéria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O senador já sinalizou que pretende discutir o tema com líderes antes da tramitação.

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