Rodrigo Pacheco descarta relatar PEC do fim da escala 6×1 no Senado
Ex-presidente da Casa afirma que outros senadores têm interesse na proposta e admite possibilidade de assumir PEC da Segurança Pública

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou nesta quarta-feira (17) que não pretende assumir a relatoria da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado Federal. Durante coletiva de imprensa, o ex-presidente da Casa disse que outros parlamentares já manifestaram interesse em relatar a proposta e que prefere abrir espaço para novos nomes conduzirem a matéria.
“Há vários senadores com o interesse de relatar essa proposta. Eu não estou nesse rol dos que pediram a relatoria. Eu não serei o relator dessa matéria”, declarou.
Pacheco afirmou que, após relatar projetos de grande relevância ao longo de sua trajetória no Senado, considera adequado que outro parlamentar assuma a condução da proposta.
A possibilidade de sua relatoria era vista como uma alternativa para facilitar o diálogo em torno da matéria, em razão de sua proximidade com o presidente Lula (PT). No entanto, o senador descartou a hipótese. O parlamentar também confirmou ter recebido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um convite para relatar a PEC da Segurança Pública, uma das principais pautas defendidas pelo governo no Congresso.
“O que houve, por parte do presidente Alcolumbre, foi uma ponderação a mim sobre a PEC da Segurança. Se pudesse contribuir”, afirmou.
Segundo Pacheco, ainda não há definição sobre a relatoria da proposta, já que outros senadores também demonstraram interesse pelo tema. Apesar de dizer que não possui interesse pessoal em assumir a função, ele afirmou que não recusaria um eventual convite formal da Presidência do Senado. A PEC da Segurança Pública foi enviada ao Congresso como uma das principais iniciativas voltadas ao combate ao crime organizado. A proposta tramita no Senado após avançar na Câmara e é considerada estratégica pelo Planalto.
Pacheco também reiterou sua decisão de encerrar a carreira ao término do atual mandato no Senado. O mineiro chegou a ser apontado como possível candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, mas optou por não disputar novos cargos eletivos.