Gonet defende PEC de critica ‘ciúme institucional’ no combate ao crime
Procurador-geral afirma que proposta fortalece a cooperação entre entes federativos e cobra integração das forças de segurança

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quarta-feira (3) a PEC da Segurança Pública e afirmou que o combate ao crime exige cooperação entre instituições, sem espaço para o que chamou de “ciúme institucional”.
Durante o encerramento do XIV Fórum de Lisboa, Gonet rebateu críticas de que a proposta enfraqueceria o federalismo brasileiro. Segundo ele, a medida amplia a proteção da vida, da propriedade e da ordem pública.
“A PEC da segurança é criticada por pessoas que dizem que ela deturparia o modelo de federalismo, mas é o contrário. É uma medida que permite que a união coordene as ações dos estados para a proteção da vida, da propriedade e da tranquilidade pública. Assim acentuando o caráter cooperativo do federalismo”, declarou.
Encaminhada pelo governo ao Congresso em abril de 2025, a proposta está há três meses sem avanço. O texto prevê a consolidação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), ampliando a integração entre forças federais, estaduais, distritais e municipais.
A segurança é considerada uma das principais apostas do governo Lula para o debate eleitoral de 2026, diante da crescente preocupação da população com a criminalidade.
Gonet também defendeu maior troca de informações entre órgãos para enfrentar o crime organizado. Segundo ele, mecanismos de cooperação com Interpol e Europol são fundamentais para monitorar a atuação de facções e fortalecer as investigações.