Zema desafia STF e sai em defesa de carta de Bolsonaro
Pré-candidato do Novo afirma que manifestação do ex-presidente é legítima, crítica decisões da Corte e cobra respeito às garantias constitucionais

O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a carta divulgada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro representa uma manifestação “mais do que normal”.
A declaração foi dada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tornar público o conteúdo de uma carta escrita por seu pai, em meio às recentes decisões judiciais envolvendo o ex-presidente.
Segundo Zema, a manifestação de Bolsonaro ocorre dentro do direito de expressão e faz parte do debate político.
O ex-governador de Minas Gerais também criticou a atuação do STF no caso e afirmou que determinadas decisões da Corte têm provocado questionamentos sobre os limites da atuação do Judiciário.
A carta de Bolsonaro foi divulgada dias após Alexandre de Moraes suspender as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente, diante da suspeita de descumprimento de medidas cautelares e da possível utilização do documento para fins de divulgação pública.
O episódio levou o ministro a solicitar esclarecimentos da defesa de Bolsonaro e motivou novas discussões sobre o alcance das restrições impostas ao ex-presidente.
Durante a entrevista, Zema também reiterou críticas ao STF, afirmando que o tribunal deveria atuar com maior equilíbrio institucional e evitar decisões que, em sua avaliação, ampliem a tensão política no país.
O presidenciável voltou a defender a preservação das garantias constitucionais e disse considerar legítimas manifestações públicas de lideranças políticas, desde que ocorram dentro da lei.
As declarações ocorrem em um momento de intensa movimentação no cenário eleitoral de 2026, com diferentes lideranças da direita discutindo estratégias para a disputa presidencial.
O caso envolvendo Bolsonaro continua sendo acompanhado pelo STF, enquanto decisões relacionadas às medidas cautelares seguem em análise pela Corte.