Setor de serviços recua em maio e transportes puxam queda no Brasil

Dados do IBGE mostram retração de 0,4% no mês, com impacto principalmente no transporte de cargas e passageiros

O setor de serviços brasileiro registrou retração em maio de 2026, interrompendo o avanço observado no mês anterior.

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços prestados no país caiu 0,4% na comparação com abril, com o resultado sendo influenciado principalmente pela redução nas atividades ligadas aos transportes. 

O segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentou queda de 1% no período e foi o principal impacto negativo sobre o resultado geral.

Dentro do grupo, tiveram influência a redução nas receitas de áreas como transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de cargas, logística e navegação interior de carga. 

A retração ocorre após abril registrar recuperação no setor. Naquele mês, o volume de serviços havia avançado 1,2%, com crescimento em todas as cinco atividades pesquisadas pelo IBGE, incluindo alta de 0,9% nos transportes.

O resultado de maio, portanto, representou uma perda parcial desse movimento de recuperação. 

Além dos transportes, o grupo classificado como “outros serviços” também apresentou desempenho negativo, com queda de 1,9% no mês.

A retração desses dois segmentos anulou os avanços registrados em outras áreas da economia de serviços. 

Na direção oposta, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,9% em maio, enquanto os serviços prestados às famílias tiveram alta de 0,2%.

O segmento de informação e comunicação permaneceu estável no período. 

Mesmo com o resultado mensal negativo, o setor de serviços ainda acumulou crescimento no ano.

Entre janeiro e maio de 2026, o volume de serviços apresentou alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Quatro das cinco atividades investigadas pelo IBGE registraram expansão no acumulado.

Na comparação com maio de 2025, o setor avançou 0,4%, mantendo uma sequência de resultados positivos nessa base de comparação.

O crescimento foi sustentado principalmente pelos segmentos de informação e comunicação, serviços profissionais e serviços prestados às famílias. 

O desempenho mais fraco dos transportes chama atenção por envolver uma área diretamente ligada ao funcionamento da economia, responsável pela movimentação de mercadorias, passageiros e cadeias de distribuição.

A queda do segmento teve peso suficiente para reduzir o resultado geral do setor no mês. 

Com o resultado de maio, o setor de serviços passou a apresentar uma desaceleração em relação ao ritmo registrado anteriormente, embora permaneça acima dos níveis observados antes da pandemia e ainda mantenha crescimento no acumulado anual, segundo os dados divulgados pelo IBGE.

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