Valdemar volta ao Brasil para intermediar crise entre Michelle e Flávio
O cacique do PL estava em Miami e teve de antecipar sua volta ao Brasil para conversar com os dois

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, teve de encerrar sua agenda nos Estados Unidos para voltar ao Brasil e se reunir com o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e a líder do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, para tratar dos últimos acontecimentos e declarações que geram uma crise interna no partido.
O cacique do partido da oposição estava em Miami e teve de antecipar sua volta ao Brasil para conversar com os dois.
“Eu tenho que conversar com a Michelle, chegando, e com o Flávio [Bolsonaro]. Nós temos que acertar isso aí, porque, se não acertar isso, nós vamos sair perdendo em casa. Vamos ter que acertar”, declarou Valdemar em uma entrevista no aeroporto ao jornal O Antagonista.
O líder ainda destacou um dos entraves na relação entre Michelle e Flávio, que seria o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB-CE) ao governo do Ceará.
Ele afirmou que terá de convencer a ex-primeira-dama da República de que, com o candidato tucano, é a chance de tirar o PT do governo cearense.
“Tem que ser convencida, não, não podemos. Ela quer que troque só o candidato ao Senado. Nós temos que respeitar a estrutura de lá”, declarou.
Para finalizar, Valdemar afirma que não houve o desrespeito apontado por Michelle referente à postura de Flávio, relatada em um de seus vídeos publicados nas redes sociais.
“Isso é difícil. Em vários lugares nós temos problemas, não é só lá não”, finalizou.
Fogo amigo no PL
Em vídeos publicados nas suas redes, Michelle Bolsonaro relatou ataques que tem sofrido de aliados de Bolsonaro sobre sua postura frente ao Partido Liberal Mulher e de que teria sido “desrespeitada” por Flávio, que chegou a dizer que ela não sabia lidar com política.
O primogênito de Bolsonaro declarou também em suas redes que nunca teve a intenção de desrespeitar sua madrasta ou qualquer mulher em sua vida, e que estaria disposto a trabalhar junto para tirar o “PT do poder” nas eleições de outubro.
Por fim, Michelle declarou “não estar com raiva de ninguém” e que está disposta a trabalhar em conjunto com a oposição para derrotar Lula (PT).
“Para ficar claro: eu não tenho raiva de ninguém. Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada. Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno”, disse Michelle em um stories do Instagram.