Ramagem alega que seu nome não se atribui a nenhum ato da ‘trama golpista’
A defesa alega que Ramagem não faz parte dos atos narrados na investigação, pois havia deixado o governo

A defesa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) entregou nesta quarta-feira (13) as alegações finais do caso da suposta “trama golpista”. O ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) do governo Bolsonaro (PL), alega não ter o seu nome ligado aos atos citados na investigação e pediu para ser absolvido.
A defesa do deputado destacou que, em caso de uma condenação, fosse considerado como fator de redução de pena a exoneração do cargo em março de 2022, antes das ações atribuídas aos investigados.
A defesa alega que Ramagem não faz parte dos atos narrados na investigação, pois havia deixado o governo.
“Em nenhum dos episódios descritos em 2022 há sequer menção ao nome de Alexandre Ramagem Rodrigues”, afirmam.
A defesa também se manifestou sobre o uso indevido da ferramenta FirstMille, usada para arapongagem ilegal no caso da “Abin paralela”, e constatou que o réu demonstrou preocupação com possíveis irregularidades, acionando autoridades administrativas competentes e instaurando procedimentos internos para verificar a legalidade do uso.
“Esses atos não se coadunam com a conduta de quem teria anuído com a utilização indevida da ferramenta, ao contrário, já que seu objetivo foi o de apurar a regularidade de seu uso”, dizem os advogados.
Quanto às acusações de incitação contra o processo eleitoral, a defesa argumenta que a tese de Ramagem teria ajudado a construir mensagens para questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas, baseado em quatro arquivos extraídos em um período de quase três anos.
Segundo a defesa, os documentos não contêm argumentos ou provas de que Ramagem tenha atuado contra o processo eleitoral.
Ramagem integra o chamado núcleo 1, considerado o grupo principal pela PGR na trama golpista, junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid e outros réus.