Moraes nega pedido de julgamento presencial de Rodrigo Bacellar
O ex-presidente da Alerj é suspeito de ter repassado informações a integrantes do Comando Vermelho (CV)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido feito pelo ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União-RJ), para que o seu julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) fosse julgado de forma presencial.
Com a decisão do magistrado, a Primeira Turma da Suprema Corte deve analisar o caso nos dias 14 a 21 de agosto, se recebe a denúncia contra Bacellar e outros quatro acusados por obstrução em uma investigação contra uma organização criminosa armada.
Caso seja aceita, Bacellar passa a responder o processo na condição de réu.
Ao reafirmar, sua posição, Moares diz que o julgamneto virtual não prejudica a condução do processo e destaca que a esclhga do formato é atribuição do realtor prevista no regimenyto do Judiciario.
O ministro também ressaltou que a defesa poderá apresentar sustentação oral por meio eletrônico. O material deve ser encaminhado até 48 horas antes do início do julgamento virtual.
A PGR denunciou Bacellar, Jéssica de Oliveira Santos, Macário Ramos Júdice Neto, Thárcio Nascimento Salgado e Thiego Raimundo de Oliveira Santos pelo crime de obstrução de investigação envolvendo organização criminosa armada.
A investigação apura o suposto vazamento de informações relacionadas às operações Oricalco e Zargun, responsável por prender, em setembro, o deputado estadual Thiago Raimundo dos Santos Silva (MDB), conhecido como TH Joias.
O ex-presidente da Alerj é suspeito de ter repassado informações a integrantes do Comando Vermelho (CV).
A defesa nega que o deputado tenha trabalhado para atrapalhar as investigações. Bacellar está cumprindo pena na Papuda, em Brasília, após ordem de Moraes.