Moraes denomina opositores como ‘pseudo-patriotas’ e critica Eduardo Bolsonaro
Ministro discursou na sessão de retomada dos trabalhos do Judiciário

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou nesta sexta-feira (1) em sessão de volta ao trabalho, que grupos opositores de decisões do Poder Judiciário fazem parte de uma organização criminosa que age para submeter a Suprema Corte ao crivo de um Estado estrangeiro.
Moraes denominou essas pessoas como “pseudo-patriotas” e, sem citar o nome do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmou que o mesmo se esconde fora do Brasil.
“Temos visto as ações de diversos brasileiros que estão sendo processados pela PGR ou investigados pela PF.” Estamos verificando diversas condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa que, de forma jamais vista, age de maneira covarde e traiçoeira para submeter o funcionamento do STF ao crivo de um Estado estrangeiro. Pseudo-patriotas encontram-se foragidos e escondidos fora do território nacional”, afirmou.
As falas do ministro nesta sexta-feira (1), ocorrem durante a sessão em que o tribunal retoma os trabalhos após o recesso do Judiciário. Moraes afirmou em sua fala que esses grupos estão agindo para tentar interferir no andamento do processo da suposta “trama golpista”, no qual ele é o relator.
Moraes também cita o episódio no qual foi submetido à lei Global Magnitsky, dizendo que tais ataques a autoridades brasileiras têm o objetivo de criar instabilidade econômica e social para o país.
“Essas agressões espúrias e ilegais contra autoridades brasileiras têm por finalidade criar uma grave crise econômica no Brasil, que, para desgosto desses brasileiros, não ocorrerá”, disse.
Moraes também afirma haver “fartas provas” de que investigados em ações na Suprema Corte atuaram nos EUA para conspirar contra o Estado brasileiro, se baseando em interesses pessoais, chamado de “modus operandi golpista”.
“O modus operandi golpista é o mesmo, antes acampamentos nos quarteis, invasão na praça dos três poderes, […] incentivo à taxações ao Brasil, incentivo à crise econômica, que gera a crise social e por sua vez gera crise política, para que novamente haja uma instabilidade social e um novo ataque golpista”, afimrou.