Flávio diz que há uma ‘perseguição implacável’ contra Bolsonaro

O ex-presidente foi alvo de uma operação da PF nesta quarta-feira, após ondem de Alexandre de Moraes (STF); nada foi encontrado

O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (8) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é alvo de uma “perseguição implacável” após ser alvo de buscas e apreensão da Polícia Federal (PF) em relação ao caso de armas registradas em seu nome.

O senador está cumprindo agenda internacional nos Estados Unidos (EUA) e se manifestou a respeito da nova diligência deferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-chefe do Executivo.

“É uma perseguição implacável contra o presidente Bolsonaro e, por óbvio, não tinha absolutamente nada de errado”, disse Flávio em uma live no YouTube.

A PF realizou uma procura de armas e munição não entregues à PF após ordem do ministro, que propôs a medida para manutenção de prisão domiciliar de Bolsonaro.

“Não tinha arma. Tudo que foi informado ao Alexandre de Moraes era verdadeiro”, disse o senador.

Ele ainda afirma que a ação foi uma tentativa de criar uma “cortina de fumaça” com a missão de ofuscar sua ida aos EUA, onde trata das negociações para que o país do presidente Donald Trump não imponha novas tarifas a produtos brasileiros.

Caso das armas

As buscas se dão após a defesa do ex-presidente cumprir uma das exigências impostas por Moraes a Bolsonaro para que ele pudesse permanecer em casa.

O ministro decidiu revogar o direito de posse de arma e o registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador).

Com isso, o líder teria de devolver oito armas registradas em seu nome. O Exército informou ao STF que seis das oito armas haviam sido devolvidas e que as outras duas estavam desaparecidas.

Ao todo, oito armas pertencem a Bolsonaro, sendo elas:

  • Pistola Taurus, calibre .380 Auto;
  • Pistola Taurus, calibre .40 S&W;
  • Pistola Glock, calibre 9×19 mm Parabellum;
  • Carabina/Fuzil Caracal, calibre 5,56×45 mm;
  • Pistola Caracal, calibre 9×19 mm Parabellum;
  • Carabina/Fuzil Springfield Armory, calibre 7,62×51 mm;
  • Espingarda Typhoon, calibre 12 GA;
  • Pistola Arex, calibre 9×19 mm Parabellum;
  • Pistola SIG Sauer, calibre 9×19 mm Parabellum;
  • Espingarda Maestro Arms Company, calibre 12 GA.

Segundo o tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa, as únicas exceções são uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12 GA.

Após a determinação, a defesa destacou que “é lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”.

Em relação às armas desaparecidas, a defesa afirmou que uma das armas em questão já está apreendida, sendo ela a que foi apreendida em uma blitz, em Taguatinga-DF, com um segurança do GSI, que a levaria para manutenção a pedido de Bolsonaro.

O caso repercutiu sobre a nova decisão do ministro, que optou por endurecer as medidas cautelares para que ele permanecesse em sua casa, onde também trata de problemas de saúde.

Bolsonaro está em casa desde o dia 27 de março, após passar um tempo internado no hospital DF Star, onde se recuperava de uma broncopneumonia diagnosticada quando ainda estava na Papudinha.

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