Defesa pede prorrogação de prisão domiciliar a Bolsonaro

O direito estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) em 90 dias termina nesta quinta-feira (25)

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) protocolou um novo período de prorrogação da prisão domiciliar ao ex-presidente condenado por suposta tentativa de golpe de Estado.

A medida vem a público dias antes do término do período de 90 dias estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, integrante da defesa do ex-chefe do Executivo, o novo pedido se sustenta nas condições clínicas de saúde do apenado, que não sofreram alterações no trimestre estabelecido de prisão em sua casa.

“Conforme temos sustentado, as condições de saúde do Presidente, que suportaram o deferimento do pedido anterior, têm características permanentes, não tendo se modificado no trimestre em que permaneceu em custódia domiciliar”, disse Bueno em uma publicação no X (antigo Twitter), na noite desta terça-feira (23).

A defesa também anexa um relatório de saúde de Bolsonaro, que, apesar de estar estável, seu quadro clínico demanda cuidados rigorosos de familiares e controle de suas comorbidades.

Em casa, ele se recupera de uma cirurgia realizada no ombro direito e de uma broncopneumonia.

“O relatório médico atualizado, elaborado em 22 de junho de 2026, acostado ao novo pedido, reforça essa conclusão. Embora registre quadro clínico atualmente estável, assinala de forma expressa que tal estabilidade não representa resolução das enfermidades de base, mas resultado do controle clínico obtido mediante observância rigorosa das medidas terapêuticas instituídas, acompanhamento multidisciplinar regular e monitorização contínua das múltiplas comorbidades apresentadas pelo paciente”, prosseguiu.

Conforme já relatado por Michelle Bolsonaro (PL) e seus filhos, Bolsonaro tem enfrentado o uso de medicação extremamente forte e, por isso, fica em monitorização constante.

“O relatório destaca, ainda, que o paciente permanece dependente de medicações de uso contínuo e de doses elevadas de fármacos com ação sobre o sistema nervoso central, circunstância que exige monitorização clínica regular em razão dos potenciais efeitos sobre cognição, equilíbrio e risco de quedas”, diz o pedido.

Apesar de ter o caso da arma de fogo vinculado ao seu nome, o advogado ressalta que, no período estabelecido por Moraes, não houve nenhuma quebra de medida cautelar, e acredita na manutenção do direito de deixá-lo em casa.

Em casa desde o dia 27 de março de 2026, Bolsonaro cumpre sua pena de 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele foi apontado como líder de um núcleo central que visava se manter no poder, mesmo após a derrota nas urnas para o presidente Lula (PT).

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