Defesa de Bolsonaro contesta TSE após Lula usar Alvorada como QG de campanha
O advogado João Henrique de Freitas relembrou que, em 2022, o TSE barrou o ex-chefe do Executivo de fazer lives na campanha eleitoral

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) repudiou, por meio de uma publicação, a atuação do presidente Lula (PT) em usar o Palácio da Alvorada para reuniões pré-campanha a uma possível reeleição para presidente.
Em publicação no X (antigo Twitter), o advogado João Henrique de Freitas relembrou que, em 2022, o TSE barrou o ex-chefe do Executivo de fazer lives na campanha eleitoral.
Entretanto, a atuação do petista está passando despercebida pelo tribunal que cuida dos trâmites eleitorais.
“Se a Justiça Eleitoral ainda não se pronunciou sobre o uso do Alvorada por Lula em 2026, mas já proibiu Bolsonaro de fazer o mesmo tipo de uso em 2022, até que ponto a ausência de decisão também é uma forma de decisão e o que isso revela sobre a segurança jurídica das regras eleitorais?”, disse o advogado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por suposta tentativa de golpe, foi proibido de realizar gravação e transmissão de lives com pronunciamentos político-eleitorais nas áreas privativas (dependências internas) do Palácio da Alvorada (residência oficial), do Palácio do Planalto (sede do governo) e com a utilização de todo aparato estatal, sobretudo de intérprete de libras custeado pelo erário.
O corregedor do TSE, Benedito Gonçalves, atendeu a um pedido da campanha de Ciro Gomes, na época no PDT. Segundo a coordenação jurídica do PDT, as transmissões tinham por finalidade propagar os feitos do governo, mas ganharam outros contornos com o início da campanha.