Moraes assume presidência interina do STF durante recesso de julho
Vice-presidente da Corte substitui Edson Fachin até 31 de julho; cinco ministros mantêm atuação plena no período

O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu nesta quinta-feira, 16, a presidência temporária da Corte, em substituição ao ministro Edson Fachin, que exerceu o cargo nos primeiros 15 dias do recesso forense de julho.
Moraes permanecerá à frente do tribunal até o fim do mês, conforme o rodízio institucional entre presidente e vice-presidente durante o período de férias.
A presidência do STF, durante o recesso, é responsável por analisar as medidas urgentes encaminhadas à Corte.
A partir desta quinta, três ministros entram em férias, enquanto outros permanecem em regime de plantão.
Durante o recesso, o STF adota um regime especial de funcionamento. A contagem dos prazos processuais fica suspensa, e aqueles que começam ou terminam no período são automaticamente prorrogados para o retorno das atividades.
Já os prazos relacionados a decisões urgentes tomadas no período continuam em andamento.
A medida é padrão no Judiciário brasileiro e visa garantir a continuidade da prestação jurisdicional em casos que não podem aguardar o fim das férias forenses.
Durante o recesso, cinco ministros mantêm atuação plena:
- Alexandre de Moraes – presidência da Corte de 16 a 31 de julho;
- André Mendonça;
- Gilmar Mendes;
- Flávio Dino;
- Nunes Marques.
Outros dois ministros atuam de forma restrita a casos específicos:
- Cristiano Zanin – limitado a processos sob sua relatoria com sigilo de nível 3 e 4, ações penais e inquéritos;
- Dias Toffoli – restrito a reclamações (cível e criminal), petições, inquéritos criminais e mandados de segurança.
Três ministros entram em férias pelo restante do mês:
- Luiz Fux;
- Cármen Lúcia;
- Edson Fachin.
A escala de plantão e o regime de recesso seguem o regimento interno do STF, sendo comunicados previamente à comunidade jurídica e ao público em geral.