Sanderson quer investigação sobre ‘uso da máquina pública’ por Lula em atividade eleitoral

Representação enviada à PGR questiona possível uso da estrutura da Administração Pública Federal em atividades de pré-campanha

O deputado federal e candidato ao Senado Sanderson (PL-RS) entrou com uma ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) onde solicita a investigação de eventual utilização da estrutura da Administração Pública Federal em benefício político-eleitoral do presidente Lula (PT).

A representação cita uma reportagem da revista Veja, publicada em 26 de julho de 2026, que aponta que o petista teria realizado reuniões no Palácio da Alvorada com integrantes de seu grupo político voltadas à organização de estratégia de pré-campanha.

Na representação, Sanderson ressalta que a reportagem, por si só, não constitui prova definitiva de irregularidade, mas sustenta que os fatos narrados justificam a atuação do Ministério Público Federal para apurar se houve utilização de bens públicos, servidores ou da estrutura da Presidência da República em atividades de natureza político-eleitoral.

O parlamentar destaca que a Constituição Federal determina que a Administração Pública observe os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, além de resguardar a igualdade de oportunidades entre os candidatos no processo eleitoral.

Entre os pedidos formulados por Sanderson à PGR estão o recebimento da representação como notícia de fato, a instauração do procedimento investigatório cabível, a requisição de informações à Presidência da República sobre as reuniões mencionadas na reportagem, a verificação de eventual utilização de recursos públicos, instalações oficiais e servidores, bem como a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis caso sejam identificadas irregularidades.

Segundo o deputado, a representação não busca antecipar qualquer juízo de culpabilidade, mas assegurar que os fatos sejam apurados de forma independente, técnica e imparcial, em respeito à Constituição, à moralidade administrativa, ao patrimônio público e à lisura do processo democrático.

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