Oposição pressiona instalação imediata da CPI do INSS: ‘Não dá para ficar parado’

A medida já conta com 184 assinaturas, mais do que o necessário para a instalação na Câmara

Deputados federais da Oposição afirmaram nesta quarta-feira (30) que as assinaturas necessárias para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Roubo dos Aposentados, já somam 184.

A declaração ocorreu em entrevista coletiva no Salão Verde da Casa.

Proposta pelo deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO), a CPI tem como pauta investigar o recente escândalo, envolvendo fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Eu quero explicar o porquê da CPI. No momento em que eu tomei conhecimento de que aposentados e pensionistas estavam sendo roubados pelo governo, e o povo — a imprensa também — dizendo verdades sobre a atuação da Polícia Federal, e quando trataram do montante de mais de 6 bilhões de reais, sendo de hábitos mais pobres, daqueles que estão às margens, os que ganham menos, em média um salário mínimo ou um pouco mais… não dava para eu ficar parado”, declarou Chrisóstomo.

Com a formalização do requerimento, a próxima etapa será a leitura do pedido em Plenário, seguida da indicação dos membros que irão compor a comissão.

Embora já tenha alcançado as 171 assinaturas necessárias para a instalação da CPI, existem atualmente 11 pedidos semelhantes aguardando despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

De acordo com o regimento interno, para que uma CPI seja instaurada, além do número mínimo de assinaturas, é necessário que haja um fato determinado, de relevante interesse para a vida pública e para a ordem constitucional, legal, econômica e social do país.

Ademais, o regimento estabelece que não podem funcionar simultaneamente mais de cinco CPIs na Câmara.

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