Indústria quer postura de nogociação de Lula com os EUA, não retaliação

Trump afirmou que se houver retaliação, o tarifaço ao Brasil vai aumentar

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu com preocupação a decisão do governo dos Estados Unidos de tarifar em 50% os produtos brasileiros.

A entidade destacou que o momento atual exige negociação por parte do governo Lula (PT), e não retaliações, como já foi defendido algumas vezes pela base governista.

Apesar do presidente americano, Donald Trump, isentar cerca de 700 produtos — incluindo suco de laranja, castanhas, ferro, aço, carvão, petróleo, madeira, papel, peças e aeronaves —, a CNI alerta que a medida, ainda assim, compromete cadeias produtivas, reduz a produção e ameaça empregos, investimentos e contratos de longo prazo.

No documento assinado por Trump na quarta-feira (30), o presidente afirmou que se houver retaliações por parte do governo brasileiro, as tarifas serão aumentadas.

Brasil e Estados Unidos sustentam uma relação econômica robusta, estratégica e mutuamente benéfica alicerçada em 200 anos de parceria. Os EUA são o 3° principal parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira.

Tendo em vista esses pontos, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a confederação organiza uma missão ao país para negociar medidas comerciais.

“A CNI está organizando uma missão empresarial aos Estados Unidos para aproximar empresas brasileiras e americanas que mantêm relações comerciais. O objetivo é promover a sensibilização mútua sobre os impactos negativos do tarifaço e ampliar canais de interlocução, sem interferir diretamente nas negociações governamentais”, diz trecho da nota da entidade.

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