Sobrinho do presidente da CLDF é detido após desacatar policiais em casa de shows
Davi de Souza Silva, sobrinho de Wellington Luiz (MDB), foi levado à delegacia após confusão em estabelecimento na Asa Sul

Davi de Souza Silva, de 32 anos, sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz (MDB), foi detido na noite de sábado (20) após desacatar policiais militares durante uma ocorrência em uma casa de shows na Asa Sul, em Brasília.
Imagens registradas no local mostram o momento em que Davi afirma ser “sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do DF” e diz a um policial que “a promoção dele não sai mais”. Veja o vídeo abaixo:
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Davi apresentava sinais de embriaguez e teria ameaçado o gerente do estabelecimento. Após a chegada da equipe policial, ele passou a adotar uma postura agressiva, além de proferir ameaças e desacatar os agentes.
“Durante a atuação da equipe, o homem elevou o nível de hostilidade, desacatou os policiais militares e tentou impor intimidação à guarnição, mantendo ameaças contra a vítima e demonstrando resistência à contenção”, disse a corporação.
A PM afirmou ainda que a intervenção foi necessária para conter o tumulto e garantir a segurança dos envolvidos. De acordo com a corporação, o detido possui registros anteriores relacionados a desacato, desobediência e perturbação do sossego.
“O histórico do detido evidencia padrão recorrente de condutas violentas e desordeiras em ambientes públicos, com registros anteriores de resistência, desacato e provocação de tumultos, reforçando sua reincidência em ações que comprometem a ordem e a tranquilidade social”, declarou a PM.
Davi foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia e liberado após os procedimentos legais.
Em nota, a defesa afirmou que o empresário foi vítima de tratamento inadequado por parte do estabelecimento e de abuso de autoridade por policiais envolvidos na ocorrência. Wellington Luiz (MDB) criticou a atitude do sobrinho e saiu em defesa da corporação.
“Entendo, sim, que ele precisa pagar pelos erros dele. E, no caso dos policiais militares, apenas parabenizá-los pela conduta”, declarou o presidente da CLDF.
O parlamentar acrescentou que o familiar estava no local para se divertir, mas ressaltou que isso não justificaria qualquer desrespeito aos agentes que atuavam na ocorrência.