Deputada aciona CNMP, acusa Gonet de omissão no caso Master e cobra afastamento

Parlamentar aponta possíveis irregularidades, como 'espionagem ilegal e acesso indevido a sistemas sigilosos'

O caso Banco Master colocou a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob questionamento formal no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e também no Palácio do Planalto. A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) solicitou a apuração da conduta do chefe do Ministério Público e sugeriram avaliar seu afastamento do cargo.

Os pedidos se baseiam em dúvidas sobre a atuação da Procuradoria-Geral da República em investigações que envolvem suspeitas graves, como espionagem ilegal, intimidação de jornalistas e acesso indevido a sistemas sigilosos de órgãos públicos, incluindo a Polícia Federal (PF) e o próprio Ministério Público.

Segundo a deputada, há indícios de omissão, contradições e possível falta de imparcialidade na condução do caso. A parlamentar afirma que o Ministério Público tem o dever de defender a ordem jurídica, mas que essa atuação ficou sob questionamento diante das dúvidas levantadas.

A representação destaca que a PGR pediu mais tempo para analisar provas, mas ao mesmo tempo afirmou que não havia urgência para medidas cautelares. Veja aqui na íntegra.

O documento também questiona o arquivamento de pedidos considerados relevantes, como apurações sobre possíveis conflitos de interesse, e afirma que a falta de aprofundamento em temas sensíveis pode comprometer a confiança da população nas instituições.

“Não pode haver qualquer dúvida sobre a atuação de quem ocupa um cargo dessa relevância. Quando há questionamentos consistentes, é dever das instituições agir”, concluiu Carol.

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