TSE mapeia votação no exterior, após eleitorado crescer 247,9% em 12 anos

Plataforma reúne dados sobre perfil, distribuição geográfica e histórico da participação dos brasileiros aptos a votar fora do Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou no ar o Painel de Dados do Eleitorado no Exterior, como nova ferramenta indispensável para garantir o exercício da democracia por brasileiros que vivem fora do Brasil. Após o eleitorado brasileiro avançar 247,9% em outros países, entre 2010 e 2022, a plataforma interativa mapeia o histórico, o perfil e a localização de quem está apto a votar no exterior, com o objetivo de otimizar a custosa e complexa logística das eleições internacionais.

A espécie de ‘raio-x’ da democracia fora do território nacional acessível pelo portal do TSE, atuará de forma decisiva para o planejamento da quantidade necessária de urnas eletrônicas a serem enviadas, a distribuição física das seções e a alocação eficiente de mesários, como ressaltou William Akerman, diretor de Assuntos Estratégicos do TSE.

“Ao permitir a visualização do quantitativo de eleitores e de seções por cidade, o painel subsidia o dimensionamento adequado da infraestrutura de votação”, disse Akerman, sobre a inovação fundamental para dimensionar a estrutura de votação, calcular a quantidade de urnas eletrônicas a serem exportadas e distribuir os mesários mundo afora.

Diáspora eleitoral

A evolução do eleitorado brasileiro fora do Brasil saltou de 200.392 eleitores em 2010 para 697.078 na última eleição presidencial de 2022. E a nova ferramenta substitui planilhas de difícil leitura por uma navegação direta por continente, país e cidade.

O foco da disponibilização dos dados é estritamente analítico e histórico. Sem apuração em tempo real, painel já expõe as transformações da diáspora brasileira nas últimas duas décadas.

Entre os achados, é possível ver que novos destinos migratórios como o Canadá reúnem jovens adultos altamente escolarizados, enquanto redutos tradicionais como o Japão concentram um eleitorado mais idoso. No Canadá, o eleitorado cresceu 440,5%, com 7.231 eleitores em 2010 e 39.084 em 2022. Já no Japão, o avanço foi de 547,4%, ao passar de 11.827 para 76.570 nos mesmos 12 anos.

O sistema ainda detalha índices de acessibilidade para acolher eleitores com deficiência, uso de nome social, e mapeia as taxas de abstenção, que são comumente impulsionadas pelos altos custos e distâncias geográficas até os consulados.

Os dados atualizados do cadastro eleitoral para a disputa de 2026 serão incluídos na plataforma até o fim deste mÊs de julho.

Acesse aqui o Painel de Dados do Eleitorado no Exterior.

Sair da versão mobile