Veja o STF decidir se torna Bolsonaro réu por suposta trama de golpe

Primeira Turma rejeitou ontem as 'questões preliminares' apresentadas pelas defesas de ex-presidente mais sete denunciados pela PGR

O Supremo Tribunal Federal (STF) reinicia na manhã desta quarta-feira (26) o julgamento que pode tornar réus o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) mais sete ex-ministros e militares de seu governo, denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes na suposta trama de golpe de Estado contra a eleição de Lula (PT). A sessão da Primeira Turma será transmitida ao vivo, a partir das 9h30, pela TV Justiça e Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube (veja no fim da matéria).

A Primeira Turma do Supremo retoma o julgamento, após ter rejeitado todas as questões preliminares apresentadas pelas defesas dos denunciados em 18 de fevereiro por supostos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O julgamento será reiniciado com o ministro-relator Alexandre de Moraes votando sobre receber ou rejeitar a denúncia, seguido pelos votos dos demais ministros. O resultado da votação pode tornar réus os denunciados e resultar na abertura da ação penal. Ou resultar na extinção do processo, caso as denúncias sejam rejeitadas.

Os alvos

Os denunciados que podem se tornar réus e responderem à ação penal foram incluídos pela PGR no chamado “núcleo 1″ ou “núcleo crucial” da denúncia, que fizeram parte da cúpula do governo que antecedeu o presidente Lula, São eles:

– O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL);

– O deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Alexandre Ramagem (PL-RJ);

– O almirante e ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos;

– O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres;

– O general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno;

– O tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República, Mauro Cid;

– O general e ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira;

– O general da reserva e ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto.

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