Pré-candidato a senador no RJ segue preso por ter fuzil ao ser alvo da PF

Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), é suspeito de 'lavar' R$ 7,6 bi por meio de rede de postos de combustíveis

O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), seguirá preso, por ter sido flagrado com um fuzil .556 em seu carro, ao ser alvo da Policia Federal na terça-feira (7), na 6ª fase da Operação Unha e Carne. O político teve sua libertação negada em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (8) e foi transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, “Bangu 8”, no Complexo Penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro.

O político que seguirá à disposição da Justiça Federal é suspeito de integrar a organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro de ao menos R$ 7,6 bilhões, ao longo dos últimos seis anos, por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Canella renunciou ao mandato de prefeito para concorrer a uma vaga ao Senado, nas eleições de outubro. E foi preso em sua residência, em condomínio de luxo na Barra da Tijuca, quando policiais federais encontraram a arma de guerra restrita, ao cumprir mandado de busca e apreensão em seu carro. Na busca por provas para a investigação, outras armas foram localizadas, com munições e relógios de luxo.

A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também fez buscas em endereço do delegado Marcus Amin. ex-secretário que chefiou a Polícia Civil do RJ. E a investigação tem como base um Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que alertou sobre a movimentação bilionária suspeita.

Segundo a PF, os investigados também podem responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além do crime de organização criminosa e de outros ilícitos penais decorrentes das investigações.

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