Motta repudia tarifaço dos EUA, vê agressão e defende reciprocidade
Presidente da Câmara dos Deputados considerou taxação contra Brasil como ingerência e pressão política

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), repudiou, nesta sexta-feira (17), a confirmação do tarifaço extra de 25% que os Estados Unidos passarão a impor a produtos brasileiros, a partir de quarta-feira (22). A decisão do governo de Donald Trump foi tratada por Motta como uma agressão, ao defender uma reação do Brasil com reciprocidade, por discordar da taxação que considerou pressão política com uso de barreiras comerciais.
“Manifesto meu repúdio à decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. O Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política”, reagiu o presidente da Câmara.
Motta disse que o Parlamento conta com a Lei da Reciprocidade Econômica aprovada pelo Congresso Nacional como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais. E lembrou que medidas unilaterais e protecionistas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no Brasil.
“Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira. A Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos e atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país. O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros”, declarou Motta.