Fux surpreende, acolhe delação de Cid e vê anulação desproporcional

Ministro contraria defesa de Bolsonaro e demais réus que apontam delator como mentiroso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, surpreendeu defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demais réus, ao votar nesta quarta-feira (10) para validar a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, que acusou os denunciados na Ação Penal 2868 de supostos crimes para “trama golpista” contra a eleição do presidente Lula (PT).

Visto como esperança de voto pela absolvição dos réus julgados pela Primeira Turma do STF, Fux considerou “desproporcional” anular a colaboração premiada e manteve atenuações da pena do delator, proposta pela Procuradoria-Geral de República (PGR). E votou em sintonia com o ministro-relator do caso, Alexandre de Moraes.

“Me parece desproporcional a anulação, a rescindibilidade dessa delação. Então, estou acolhendo a conclusão de sua excelência relator. E voto no sentido de se aplicar ao réu colaborador Mauro Cid os benefícios propostos pela Procuradoria-Geral da República”, votou Luiz Fux.

Mesmo com idas e vindas de narrativas denunciadas pelas defesas dos delatados pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o ministro Fux avaliou que o réu delator não mudou versões de sua delação, mesmo expondo fatos a conta-gotas para a investigação da Polícia Federal. Além disso, ressaltou que Mauro Cid não poderia ter delatado sob coação, porque sempre depôs acompanhado de seus advogados.

 

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