Dono da Refit é caçado como o maior sonegador de impostos do Brasil

Ricardo Magro vive em Miami, foi cobrado por R$ 26 bilhões em impostos e estará entre foragidos internacionais na Interpol

Alvo central da Operação Sem Refino, nesta sexta-feira (15), o advogado e empresário Ricardo Magro deve entrar na lista de foragidos internacionais da Difusão Vermelha da Interpol como o maior sonegador fiscal do Brasil. O dono da Refit, que mora em Miami há cerca de dez anos, é suspeito de usar o setor de combustíveis para crimes que resultaram em um bloqueio de R$ 52 bilhões de seu conglomerados. Mas já foi cobrado por estados e pela União por uma dívida de R$ 26 bilhões em impostos.

Na operação determinada pelo ministro Alexandre de Moares, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Refit e Ricardo Magro são investigados junto com o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que concedeu em 2023 benefícios fiscais ao grupo para ampliar seu mercado no setor de óleo diesel Refinaria de Manguinhos.

O grupo Refit também já foi investigado no âmbito da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, para investigar fraudes no setor de combustíveis ligadas à facção PCC.

Ricardo Magro comprou a Refinaria de Manguinhos em 2008, durante o governo de Sérgio Cabral. E passou a viver nos Estados Unidos em um palacete onde já morou o astro do basquete da NBA, Lebron James, avaliado em 36 milhões de dólares. Mas já passou pela penitenciária de Bangu, ao ser preso em 2016, por suspeita de lesar o fundo de pensão dos Correios, o Postalis.

Na operação de hoje, a Polícia Federal buscou provas de crimes para confirmar suspeitas de que Magro utilizou a estrutura societária e financeira da Refit para ocultar patrimônio, dissimular bens e evadir recursos ao exterior.

Outro lado

Por meio de nota, a defesa do ex-governador Cláudio Castro disse ter sido surpreendida com Sem Refino. E destacou que o ex-chefe do governo fluminense estaria convicto de sua lisura e à disposição da Justiça para dar todas as explicações.

“Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes”, diz a nota.

Ricardo Magro e a Refit negaram falsificações de declarações fiscais para ter vantagens fiscais, bem como refutaram ter fornecido combustível para o crime organizado.

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