Defesa de Bolsonaro: ‘Delação de Cid cria precedente horroroso no Brasil’
Advogado Paulo Cunha Bueno reforçou que o tenente-coronel que delatou o ex-presidente é um mentiroso

O advogado Paulo Cunha Bueno, defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fez uma breve mas contundente declaração, na manhã desta quarta-feira (10), ao chegar para o julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado pela imprensa, o defensor de Bolsonaro disse que a delação do tenente-coronel Mauro Cid deve ser anulada, porque o denunciante de supostos crimes para “trama golpista” seria um mentiroso e abria na jurisprudência do Brasil um “precedente horroroso”.
“A delação tem que ser derrubada até para não criar um precedente de jurisprudência horroroso para o país. A delação do Cid é uma coisa que não deveria existir. É um mentiroso”, disse o advogado de Bolsonaro, ao ser cercado pela imprensa.
A delação foi validada pelo ministro-relator do caso, Alexandre de Moraes, que até citou omissões do ex-ajudante de ordens da Presidência da República. Ao não admitir que Cid mentiu, como afirmam as defesas dos acusados, Moraes ponderou que o delator de Bolsoanaro podeter deixado de denunciar a totalidade dos supostos crimes. Mas concluiu que tais omissões apenas reduziriam benefícios ao denunciante, e não teriam força de anular as informações que teriam resultado em provas.
O advogado foi questionado se apresentaria algum recurso para invalidar a delação. Mas respondeu que se manifestaria após a conclusão do julgamento que prossegue para seu desfecho nesta quarta, ou até sexta-feira, conforme previsão anterior.