Chuvas mataram 12 no Estado, mas Lula só ofereceu ajuda ao prefeito do Rio
Cláudio Castro diz ser obrigado a trabalhar com petista contra temporais

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ponderou sobre críticas de que o presidente Lula (PT) telefonou primeiro para o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), para oferecer apoio às vítimas das chuvas que mataram 12 pessoas no estado. Ignorando que o petista gastou mais viajando do que na prevenção de desastres no Brasil, o governador minimizou a rivalidade política com o petista, negando inimizade e afirmado que Lula não faria nada contra o povo do Rio de Janeiro para lhe atingir.
“No momento de crise, pouco importa o lado político. Vejo como natural ele [Lula] ter procurado o Paes primeiro. Mas ele não deixou de me ligar quando eu o procurei. Ainda mais um político experiente, não faria nada contra o povo para me atingir. Ainda mais pela grandeza do cargo. Eu não ataco, não sou inimigo dele, nunca fomos”, disse Cláudio Castro, à CNN Brasil.
Castro e Paes recebem uma comitiva de ministros do governo de Lula, na manhã desta terça-feira (16), para inspecionar áreas atingidas pelas fortes chuvas no Rio de Janeiro e definir ações de socorro e obras para evitar futuras tragédias, que são recorrentes durante o verão no estado.
O governador fluminense ressaltou que vive uma crise da chuva, e não uma crise política. Mesmo diante do fato de que o governo de Lula torrou R$1,73 bilhão com viagens, enquanto ações para enfrentar tragédias receberam R$1,05 bilhão, como destacou a Coluna Cláudio Humberto desta terça-feira (16).
Aproveitando o elogio incidental de seu adversário político, Lula ressaltou, hoje, que atua “sem diferenciar partidos e sempre respeitando os governantes eleitos pelo povo”.
Nas suas redes sociais, Castro já havia exaltado estar unindo forças com o prefeito Eduardo Paes, que apoia Lula. “Não existe a chuva do prefeito, do presidente ou do Governador. Trabalhamos para todos”, afirmou, nas redes sociais.