Anistia é rejeitada por 51% no Brasil e 37% a aprovam, diz pesquisa
Proposta é reprovada por 54% dos eleitores de Lula e 49% de quem disse votar em Bolsonaro, segundo o PoderData

A anistia de presos pelos ataques de 8 de Janeiro de 2023 aos Três Poderes da República é rejeitada por 51% dos brasileiros consultados pelo PoderData, segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21).
A ideia de perdoar quem foi preso nos atos contra a eleição de Lula (PT) em Brasília é defendida por 37% dos entrevistados. E 12% não souberam responder à seguinte pergunta da pesquisa: “Mais de 1.500 pessoas foram presas por causa do vandalismo em Brasília em 8 de janeiro de 2023. O Supremo condenou a maioria a até 17 anos de prisão. Há um projeto agora no Congresso propondo anistiar e soltar essas pessoas. Você é a favor ou contra a anistia?”.
A proposta de anistia tramita no Congresso Nacional com maior parte do apoio vindo de parlamentares de direita e ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), um dos denunciados que serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acusados de tentar um golpe contra a eleição de Lula.
Até agora, o STF condenou mais de 400 denunciados entre cerca de 1500 investigados por crimes relacionados aos ataques do 8 de Janeiro.
Lulistas e Bolsonaristas
Entre eleitores que disseram ter votado em Lula, 54% dizem ser contra a proposta de anistiar os presos pelo 8 de Janeiro. Enquanto 49% dos eleitores de Bolsonaro também reprovam a anistia defendida pelo antecessor do petista na Presidência da República.
A anistia é aprovada por 37% dos lulistas entrevistados, e por 36% dos bolsonaristas.
A pesquisa do instituto ligado ao site jornalístico Poder360 foi realizada entre 15 e 17 deste mês de março de 2025. E durante este período, no domingo (16), Bolsonaro promoveu um protesto em Copacabana para reivindicar apoio à proposta de anistia.
O levantamento reuniu respostas de 2.500 entrevistas, em 198 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. E a PoderData realizou dezenas de milhares de telefonemas, para atingir as 2.500 entrevistas que preencheram proporcionalmente os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica.