Alfredo: Líder de Lula citado por propina tentou acabar CPMI do INSS

Deputado alagoano elogiou ministro André Mendonça por operação da PF contra senador petista Jaques Wagner

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) celebrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero como momento de revelação da verdade sobre a atuação do senador Jaques Wagner (PT-BA) para travar o avanço de investigações sobre conexões do Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia com envolvidos nos dois maiores escândalos bilionários ligados ao Banco Master. O relator da CPMI do INSS disse que o líder do presidente Lula (PT) no Senado, exposto como suspeito de receber propina nesta quinta-feira (18), tentou acabar com a investigação do roubo bilionário a aposentados e pensionistas, no Congresso Nacional.

“O tempo vai passando, e a verdade vai aparecendo. Hoje, a Polícia Federal […] deflagrou uma operação que teve como alvo o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. Lembra do senador? Ele, que está sendo citado nas investigações por receber propina, é o mesmo que tentou acabar com o nosso trabalho na CPMI do INSS”, afirmou Alfredo.

O parlamentar alagoano opositor de Lula elogiou o ministro André Mendonça por autorizar no Supremo Tribunal Federal (STF) o avanço da apuração sobre o crédito consignado operado pelo PT na Bahia que foi tratado na CPMI do INSS como a gênese das fraudes financeiras e dos descontos associativos que sangraram bilhões de aposentados, pensionistas e investidores brasileiros.

Jaques Wagner, Líder do Governo no Senado, com Lula (PT) – Foto: redes sociais.

‘Foi por isso?’

A investigação que avança nesta quinta-feira remonta a privatização da empresa pública que operava créditos consignados para a rede estatal de supermercados Cesta do Povo, em meados de 2018, na Bahia. À época, Jaques Wagner era secretário estadual de Desenvolvimento Econômico da Bahia, no governo do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT).

E outro alvo da operação de hoje é Augusto Lima, justamente o banqueiro que comprou a Ebal com o aval do PT baiano, junto com o mecanismo voraz de endividar servidores e idosos que enriqueceu banqueiros no sistema rebatizado como Credcesta.

Augusto Lima é amigo de Jaques Wagner, dono do Banco Pleno e ex-sócio do ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, preso pela maior fraude financeira da história do Brasil. Por isso, Alfredo incluiu no relatório final da CPMI do INSS referências aos consignados criados pelo PT como garantia da expansão dos negócios financeiros que endividaram brasileiros para além do território baiano.

“Será que foi por isso que, à medida que nosso trabalho avançava, ele tentava impedir as investigações sempre que chegávamos perto de conexões na Bahia e de nomes ligados ao caso? O Brasil não pode aceitar blindagem para político ou para qualquer pessoa. Parabéns, ao ministro André por seguir firme cumprindo seu papel. A verdade precisa aparecer, doa a quem doer. A lei tem que valer para todos”, concluiu Alfredo Gaspar.

Sair da versão mobile