Alfredo: Faltou Lulinha em novo cerco a aliados do ‘Careca do INSS’

Relator da CPMI exalta que STF e PF atestam o que seu relatório expôs sobre alvos de nova fase da Operação Sem Desconto

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) classificou a nova fase da Operação Sem Desconto, nesta quarta-feira (27), como uma “vitória contra a impunidade” por ter como alvos pessoas investigadas por envolvimento com Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, no roubo bilionário a aposentados e pensionistas. Para o relator da CPMI do INSS, o novo cerco da Polícia Federal atesta seu relatório produzido na investigação do Congresso Nacional, mas precisa avançar contra o filho do presidente Lula (PT), Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”.

“É importante lembrar que as investigações não podem parar. Agora, é preciso chegar a todos os responsáveis, inclusive aos vínculos políticos e pessoais do ‘Careca do INSS’, como o filho do presidente da República, Lulinha. O Brasil espera que ninguém fique impune”, cobrou o deputado alagoano que deve disputar mandato de senador, em ooutubro.

Alfredo também defendeu que o avanço das investigações autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça precisa alcançar todos os criminosos ligados ao acusado de liderar as fraudes. E ressalta que atuou com firmeza para investigar, cobrar respostas e responsabilizar todos os envolvidos, como relator da CPMI.

“Para quem achava que a CPMI do INSS não daria em nada, a resposta veio […]. A ação determinada pelo ministro André Mendonça confirma que o relatório que produzi estava certo e alcança criminosos que roubaram aposentados e pensionistas”, destacou Alfredo, em suas redes sociais.

“Hoje, as medidas contra alvos ligados a Antônio Camilo, o ‘Careca do INSS’, como Rogério Soares de Souza, Gutemberg Tito de Souza, Zacarias Canuto Sobrinho, Alexandre Caetano, Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, Américo Monte Júnior, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode e Anderson Cordeiro de Vasconcelos, representam uma vitória do país contra a impunidade”, concluiu Alfredo.

Pediu prisão de Lulinha

Em seu relatório final da CPMI do INSS, Alfredo chegou a orientar que a Advocacia do Senado Federal pedisse à Justiça a decretação da prisão preventiva de Lulinha, por indícios de crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

À época, o advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, classificou o indiciamento como revelador de um “caráter eleitoral da atuação” do relator Alfredo, a quem acusou de atuar contra a reeleição do presidente petista e a favor da eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.

Na semana passada, Alfredo acusou o presidente Lula de suposto “fato criminoso”, na troca do delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito das fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas.

 

Sair da versão mobile