Condomínio de Bolsonaro solta nota com orientações de segurança para cumprir ordem do STF
Comunicado oficial alerta para sanções judiciais imediatas em caso de descumprimento de normas na residência

A administração do condomínio onde Jair Bolsonaro iniciou o cumprimento de sua prisão domiciliar divulgou, nesta sexta-feira (27), uma circular com orientações de convivência e segurança adaptadas à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O informativo estabelece protocolos severos para o ingresso de pessoas, proíbe atos públicos nas áreas adjacentes e adverte sobre as implicações legais para quem desrespeitar as determinações da Corte. O ex-mandatário permanecerá em regime domiciliar por, no mínimo, 90 dias, período após o qual o Tribunal revisará a medida.
Dentre as normas centrais, a gestão solicita que os residentes intensifiquem a fiscalização sobre seus próprios convidados. O síndico enfatiza no documento a necessidade de observar “com o máximo cuidado a rotina de entrada e saída dos seus visitantes”, ressaltando que, diante da clareza da ordem judicial, falhas na autorização de acessos podem acarretar punições aos próprios moradores responsáveis.
O texto é taxativo ao vetar aglomerações ou protestos nas imediações da propriedade, sob risco de infração direta. Conforme o aviso, “caso ocorra qualquer tipo de ato que seja interpretado como descumprimento à ordem judicial, acarretará em infração judicial e suas consequências serão imediatas”. Além disso, a administração desencoraja qualquer tipo de intervenção civil no trabalho dos agentes de segurança que monitoram o perímetro, reforçando que a ordem externa é de exclusiva competência das autoridades.
A fiscalização e o controle de fluxo ficarão sob a responsabilidade do Núcleo de Custódia da Polícia Militar, operando em conformidade com o regimento interno do local. A nota oficial também buscou distanciar a imagem do condomínio de debates ideológicos. “O condomínio é uma entidade apartidária e não adota qualquer posicionamento político”, afirma o comunicado, esclarecendo que discussões em grupos privados de moradores não refletem a visão institucional da entidade.
A movimentação interna entre os vizinhos tem sido intensa desde antes da transferência do ex-presidente. Relatos de condôminos indicam um clima de apreensão devido à maior presença policial e às limitações de trânsito. Embora a restrição de atos em um raio de 1 km seja vista por alguns como um fator de contenção de tumultos, há uma preocupação generalizada com o provável aumento no tráfego de veículos e na circulação de pessoas no entorno residencial ao longo das próximas semanas.